Com o crescimento das compras pela internet na região, criminosos estão vasculhando lixos para roubar dados pessoais impressos nas embalagens e usar seu nome para cometer fraudes.
Se você compra pela internet e cada vez mais gente aqui em Érico Cardoso e região está comprando você precisa ler isso agora. Aquela caixinha que chega na sua porta com o seu pedido carrega um risco que pouca gente percebe: a etiqueta colada nela tem seu nome completo, CPF, endereço e telefone bem à mostra. Quando você joga a caixa no lixo sem destruir esses dados, está entregando de bandeja tudo que um golpista precisa para agir no seu nome.
O alerta veio de policiais militares que postaram um vídeo nas redes sociais chamando a atenção para o problema. A mensagem foi direta: criminosos estão recolhendo etiquetas do lixo para abrir contas em bancos, fazer financiamentos e cometer outros tipos de fraude usando a identidade de outras pessoas. Muita gente achou exagero não é.
O que está impresso naquela etiqueta?
Parece só um papel colado numa caixa, mas especialistas em cibersegurança explicam que as etiquetas de entrega funcionam como um cartão de visita pessoal deixado na calçada. Além do nome e endereço, muitas etiquetas trazem um QR Code ou código de barras que dá acesso direto à nota fiscal eletrônica do produto com CPF, valor pago e tudo mais. Basta um celular e alguns segundos para um criminoso escanear o código e ter seus dados na tela.
De posse dessas informações, os golpistas aplicam o que especialistas chamam de engenharia social: entram em contato fingindo ser o SAC da loja ou do banco, já sabendo seu nome, o que você comprou e onde mora. A vítima, surpreendida com tantos detalhes reais, baixa a guarda e é aí que o golpe acontece. Podem pedir confirmação de dados bancários, solicitar um Pix para "liberar a entrega" ou tentar abrir crédito no seu nome.
- Abertura de contas e financiamentos no seu nome em bancos e financeiras
- Golpe por ligação (vishing): criminoso finge ser SAC da loja ou do banco
- Phishing por WhatsApp ou SMS: mensagem com seus dados reais pedindo Pix para "liberar encomenda"
- Acesso à nota fiscal via QR Code para obter CPF e valor pago
- Estelionato: uso da sua identidade para compras e empréstimos
O Mercado Livre se mexeu e você também precisa
O problema chegou a tal ponto que o próprio Mercado Livre lançou uma campanha chamada "Raspe seus Dados". A iniciativa incentiva compradores a removerem ou inutilizarem as informações pessoais nas etiquetas antes de jogar a embalagem fora chegando até a enviar caixas com etiquetas raspáveis. A mensagem da campanha é clara: faça isso nas caixas do Mercado Livre, nas caixas da concorrência, em qualquer caixa que chegar na sua casa. O que importa é criar o hábito de proteger seus dados.
Os números mostram que a preocupação é real. Segundo a Serasa Experian, o Brasil registra uma tentativa de fraude a cada 4,2 segundos. Só no primeiro semestre de 2025, foram mais de 7 milhões de tentativas. E um relatório da empresa de segurança DeepStrike apontou que o Brasil foi o sétimo país do mundo que mais sofreu ataques cibernéticos em 2025 o que coloca qualquer brasileiro, inclusive aqui na nossa região, na mira desses criminosos.
✅ O que fazer quando a caixa chegar
- Raspe, risque ou rasgue a etiqueta até nome, CPF, endereço e telefone ficarem completamente ilegíveis antes de jogar fora.
- Retire e destrua a nota fiscal colada na parte externa ela concentra ainda mais dados sensíveis, como CPF e valor pago.
- Cubra o QR Code e código de barras criminosos conseguem escanear esses códigos no lixo e acessar sua nota fiscal completa.
- Use caneta permanente preta ou carimbo de privacidade para cobrir os dados caso não consiga remover a etiqueta facilmente.
- Desconfie de qualquer contato sobre entrega por WhatsApp, SMS ou ligação pedindo pagamento ou dados use sempre os canais oficiais.
- Nunca deixe o entregador fotografar seu rosto: a imagem pode ser usada em fraudes de reconhecimento facial em contas bancárias.
Produtos que ajudam a proteger seus dados
Disponíveis no Mercado Livre com entrega rápida simples, baratos e muito eficientes:
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Um hábito simples que faz grande diferença
A boa notícia é que a proteção é simples e custa praticamente nada. Tratar os dados da etiqueta com o mesmo cuidado que você trata sua senha bancária já é suficiente para fechar essa porta para os golpistas. Compartilhe essa matéria com a família, com os vizinhos, com quem você sabe que compra muito pela internet. Às vezes a informação certa, na hora certa, evita um baita dor de cabeça.
E se você receber qualquer mensagem estranha relacionada a uma entrega pedindo pagamento, confirmação de dados ou clique em link encerre o contato e acesse diretamente o site oficial da loja ou transportadora. Nunca clique em links recebidos por SMS ou WhatsApp sem verificar a origem.
Fontes: Serasa Experian · CNN Brasil · Agência SP · Mundo Conectado · DeepStrike
